SAN e NAS – Qual utilizar?

Tendo em consideração as características da SAN e do NAS bem como as suas principais diferenças pode-se concluir que para escolher qual a arquitectura de disponibilização de dados que mais se adapta ao problema é necessario ter em conta uma série de factores: é necessario analisar a natureza dos dados e das aplicações que os vão usar. Será um sistema muito activo ou não (com muita carga na rede, com grandes transferências de dados). Qual é o nível de disponibilidade do sistema que se deseja? Os dados devem estar centralizados? É necessario ainda ter também em atenção o crescimento esperado do sistema, para conseguir fazer uma decisão adequada para o futuro.

Sendo assim, podemos concluir o seguinte.

SAN:

Perfeito para um sistema com as seguintes características:

  • Necessidade de grande largura de banda, sistema que movimenta grandes volumes de dados.
  • Aplicações a correr paralelamente
  • Aplicações distribuídas
  • Necessidade de backups regulares
  • Sistema com grande disponibilidade

NAS:

Perfeito para sistemas com as seguintes características:

  • Manutenção e armazenamento de dados precisa de ser centralizado
  • “Poucos” dados para armazenar
  • A variável custo é limitadora do sistema
  • Sistema com um crescimento esperado nulo ou pequeno
  • Vários clientes com arquitecturas e SO’s diferentes (heterogeneidade de clientes)
  • Acesso a informação rápido ao nível do ficheiro “file-level”

Artigos aconselhados:

SAN e NAS – O que são

SAN e NAS – Principais diferenças

SAN Vs NAS – Principais diferenças

aqui tinha falado sobre o  SAN e o NAS, neste artigo irei apenas fazer uma comparação dos dois, evidenciando as suas principais diferenças.

SAN NAS
Utiliza fibra óptica nas ligações, tendo uma rede própria separada do rede local, possui uma grande dimensão Utiliza ligações TCP/IP, esta ligado a própria rede local, pequena dimensão
Oferece apenas armazenamento de dados, deixando o sistema de ficheiros ao cargo do cliente Oferece armazenamento e sistema de ficheiros, oferece e gere tudo que é necessário para a correcta disponibilização dos dados de forma totalmente autónoma
O acesso aos dados é de “baixo nível” idêntico ao usado em discos ATA, pois o servidor pede blocos de dados, é portanto “block-level” O acesso aos dados é de “alto nível” pois os clientes pedem uma porção de um determinado ficheiro abstracto em vez de um bloco de dados de um disco, é “file-level”
Caro e complexo de implementar e gerir, necessita de mão obra especializada. Só justificada em grandes organizações com grandes redes de computadores Simples e barato, fácil de gerir, normalmente é possível gerir um sistema NAS por uma interface WEB de forma simples e rápida

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